CFP: Campanha contra a banalização dos testes defende uso ético e responsável dos instrumentos de avaliação psicológica

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Os são instrumentos que, desde o início da regulamentação da profissão no Brasil, não somente auxiliam e são partes fundamentais da avaliação psicológica, como também demonstram-se enquanto elementos que formam parte das características e identidade do trabalho e exercício profissional do psicólogo.
O uso de testes válidos é primordial para que uma determinada avaliação ou testagem possa ser considerada fidedigna, adequada e coerente. É preocupante que, no entanto, pareça haver um movimento de banalização da utilização do instrumento teste e, consequentemente, uma banalização dos resultados da avaliação ou testagem.
Contra tais banalizações, levantam-se o CFP e os Conselhos Regionais de Psicologia. Estes estão promovendo, recentemente, uma campanha para estimular o uso ético e responsável do arsenal de testes reconhecidos pela Psicologia.

Segue, abaixo, matéria com texto na íntegra, retirado do site do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
O texto, no site do CFP, pode ser acessado clicando-se AQUI.


Com o avanço da internet, os testes psicológicos, um dos principais instrumentos de trabalho dos profissionais de Psicologia, estão passando por um processo de banalização. Para evitar a disseminação indiscriminada desses testes e garantir a qualidade do trabalho de milhares de psicólogas (os) do país, o Conselho Federal de Psicologia, em parceria com o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (Fenpb), está lançando uma campanha nacional para conscientização de profissionais e estudantes.

O objetivo é defender o uso responsável e os bons resultados que podem advir dos testes psicológicos. Recentemente, vários instrumentos de avaliação psicológica estão sendo divulgados em redes sociais e canais do YouTube. O uso de testes psicológicos considerados desfavoráveis, segundo os critérios estabelecidos na Resolução CFP n.º 002/2003, é considerado falta de ética e o profissional pode responder administrativamente.

A avaliação psicológica é uma atividade restrita a profissionais da Psicologia. Isso implica que seus instrumentos, com destaque para os testes psicológicos, são de uso restrito a esses profissionais. Desse modo, o Conselho Federal de Psicologia alerta a sociedade para os riscos decorrentes do emprego desses instrumentos por profissionais que não estejam habilitados e credenciados para esse fim. Por outro lado, conclama a população e os profissionais a comunicar aos Conselhos Regionais de Psicologia quaisquer irregularidades ocorridas por ocasião do uso dos testes psicológicos.

É válido ressaltar que as eventuais denúncias, portanto, devem ser feitas aos Conselhos Regionais de Psicologia, uma vez que são estes os responsáveis por cuidar do assunto em questão.

A avaliação psicológica é reconhecida pela sociedade e amplamente utilizada como instrumento da organização das relações de trabalho entre outros campos. É preciso dizer ainda que o processo de organização que a avaliação psicológica media não possui, sob nenhum aspecto, caráter excludente.

Satepsi – Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos

Para garantir a qualidade técnica desses instrumentos e o atendimento aos princípios éticos e dos direitos humanos, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) criou, em 2003, o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi).

O site do Satepsi é constantemente atualizado e suas informações podem ser localizadas facilmente. Além de resoluções, editais, grupo de pareceristas, comissão consultiva em avaliação psicológica e novidades, os usuários podem encontrar ainda respostas para as mais frequentes perguntas dirigidas ao CFP sobre o tema.


Para acessar o site do Conselho Federal de Psicologia, clique AQUI.

Para acessar o site do Conselho Regional de Psicologia (Subsede Assis), clique AQUI.

Para acessar o site do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos, clique AQUI. (Neste site, encontram-se as listas de testes favoráveis – adequados ao uso -, e testes desfavoráveis – inadequados e inválidos).