Luta Antimanicomial 2017

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“Por uma sociedade sem manicômios!”

Os alunos do 5º termo de Psicologia, juntamente com o auxílio e coordenação da Professora Karla Ribeiro, estão organizando o evento que acontecerá no dia 18 de maio de 2017 a respeito da , de modo a proporcionar uma noite de reflexão e conscientização.

O Evento da Luta Antimanicomial acontecerá no Anfiteatro do Bloco 8, a partir das 19h30, com entrada franca, necessário apenas a doação de uma peça de roupa para a Campanha do Agasalho. Além, claro, da emissão de Certificados de 4h para acadêmicos. Tendo a presença de ilustres palestrantes na Mesa-Redonda, além de Apresentações de Trabalhos de alunos do 5º termo e um Sarau.

Mas, afinal, o que é a Luta Antimanicomial?

É a luta pelos direitos das pessoas que possuem algum tipo de sofrimento mental.

Por conta do preconceito, criou-se uma ideia de que pessoas com transtornos mentais deveriam ser tratadas isoladas e com procedimentos que geravam tortura, algumas vezes inconsciência e composto por fortes remédios.

O movimento teve início em 1987, ainda mais com o surgimento do lema “Por uma sociedade sem manicômios”. As notícias sobre o que acontecia dentro dos manicômios impulsionaram a discussão sobre a necessidade de uma intervenção social na área de saúde mental que já havia começado. Por conta das informações, que até então, não saiam das instituições, a participação dos pacientes e dos familiares se tornou fundamental para a luta, com a data 18 de maio se tornando o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A luta já deu seus frutos de conquistas. Existem três cadeiras na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde. Houve a aprovação da Lei 10.216 que defende os direitos das pessoas que precisam do tratamento para saúde mental, estabelece a necessidade da reestruturação da atenção em saúde mental e promove a ideia de um tratamento que não tire dos pacientes os direitos de cidadão e sua liberdade, o que vem promovendo diversos serviços que garantem a Inclusão Social de pacientes com transtornos mentais. Além, claro, da redução de número de leitos psiquiátricos e um aumento no número de CAPS.

Qual o objetivo desse movimento?

  • Acabar com o preconceito que a sociedade tem;
  • Garantir seus direitos, como: liberdade e direito de viver em sociedade;
  • Promoção da autonomia do paciente, a retirada de um olhar que apenas rotule o indivíduo segundo sua doença e a desinstitucionalização;
  • Substituir os manicômios por redes de serviço que sejam abertos e que possua atendimento necessário para o sofrimento mental e suas manifestações;
  • Receber cuidado e tratamento sem perderem seus direitos como cidadão;
  • As redes de saúde devem estabelecer relações com serviços de caráter social, cultural, educacional, de trabalho e renda, etc;

O objetivo dentro do Fórum é na luta para fechar hospitais psiquiátricos e expansão dos CAPS 24 horas com boa qualidade de atendimento e tratamento. Em busca também pelos serviços de Residências Terapêuticas, trabalhos artesanais ligados a arte e cultura, oficinas que estimulem ações de geração de renda, entre outros serviços complementares.

Como faremos isso?

É visto de essencial ajuda a participação ativa e efetiva dos profissionais envolvidos com os serviços de saúde mental, dos familiares dos pacientes e dos pacientes em si. O auxilio desses serviria para identificarmos as falhas que ainda podem ocorrer, descoberta do que tem dado resultado e o que não tem dado, entre outas informações que promovam um progresso nos tratamentos.

Outro apoio fundamental é dos estudantes e de pessoas de qualquer área e profissão que estejam interessados em defender uma cultura que seja respeitosa com quem sofre de transtornos mentais. Quebrando com o preconceito da sociedade, podemos adquirir melhoras nos tratamentos e na reinserção social.

 


Dia 18 de Maio, 2017

Programação:
19h30 – Apresentação dos trabalhos dos alunos dos 5º.s termos de Psicologia
20h –  Abertura com Alunos e Ana Lúcia ( coordenadora do curso)
20h10  -Mesa Redonda : O cotidiano das práticas em saúde mental
Gisele Vieira de Mello – Docente Mediadora
Dr. Renato Agostinho – Médico psiquiatra, preceptor do ambulatório de saúde mental infantil da Famema
Mayara Freire – Psicóloga, mestranda em Atenção Psicossocial e Políticas Públicas, Coordenadora do CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas) do município de Ourinhos, Membro da comissão gestora do Conselho Regional de Psicologia (Subsede de Assis)
Alceu Cardoso – Ex interno do hospital psiquiátrico Dom Bosco e Franco da Rocha (SP). Atualmente, usuário do CAPS
21h30 – Sarau cultural
22h15 – Encerramento

Entrada:
Doação de 1 pç de roupa (Mutirão da Cidadania- Cejusc Etinerante)
Certificados de 4 h/atividade para acadêmicos

Mais informações:
https://www.facebook.com/events/204640886716266/

Matéria enviada pela aluna Jordana Olian – 5º termo A (Psicologia – Unimar)