Autora: LAURINDO, Bianca Lahaini Moreira. COAUTORA (orientadora): RIBEIRO, Karla Cristina Rocha. Psicologia/UNIMAR. E-mail da autora: [email protected]

Esse transtorno é detectado por meio de sintomas que o sujeito vai apresentado como, delírios, alucinações, pensamento desorganizado, habilidades motoras desorganizadas ou anormais.

Na psicanálise a esquizofrenia é definida como psicose, eles entram em um mundo de fantasias, esse transtorno se caracteriza do pensamento da percepção e pela falta de afeto que eles sentem, muitas vezes por parte da família, pois por muitas vezes as famílias tentaram não enxergar o que estava acontecendo com o portador.

Esse transtorno ocorre tanto em homens quanto em mulheres e quando é atingido na fase da adolescência pode fazer com que o portador não consiga atingir o esperado. O relacionamento com a sociedade e limitado, pois os mesmos vivem em mundo de fantasias, alucinações.

Antigamente os portadores eram vistos como loucos segregados e mantidos em hospitais psiquiátricos, sem direito de ter contato com a sociedade, sem direito de liberdade de expressar aquilo que os mesmos sentiam, eram colocados hospitais muitas vezes por suas próprias famílias, eram mantidos isolados da sociedade e sem contato social.

Com o avanço da prática clínica a terapia familiar obteve avanços e hoje ajuda muito na melhoria de vida dos portadores. Os ajudam as expressar aquilo que sentem e ir conseguindo se inserir no meio social, ajuda tanto o portado quanto a família, pois a família afeta a vida do esquizofrênico tanto positivamente quanto negativamente, se o esquizofrênico convive em um ambiente onde o mesmo é aceito ele consegue se desenvolver e se expressar de forma muito mais positiva e o índice de melhoras nos tratamentos aumentam muito.

A família no tratamento do esquizofrênico tem uma participação muito importante, pois a primeira reação da família muitas vezes é a negação. A família precisa entender aceitar o que está acontecendo, pois a aceitação positiva os dá força para que o esquizofrênico continue o tratamento e consiga ir se inserindo na sociedade.

Muitas vezes por meio do desconhecido as pessoas tende negar a doença, o que está acontecendo, por isso a importância de entender e os ajudá-los de forma positiva, de forma com que os mesmos se sintam aceito pela família que é a base em seu tratamento.

Este trabalho tem como objetivo mostrar como a família ajuda muito na melhoria da vida do portador de esquizofrenia, assim como mostra o que é a esquizofrenia, quais são seus sintomas, e como os portadores eram vistos antigamente e como são vistos hoje com ajuda da terapia familiar, pois a família é uma base muito importante na vida dos portadores.

Hoje em dia com a ajuda da família os esquizofrênicos sentem o afeto, o carinho, a confiança e conseguem através da arte ir expressando o que sente, trazendo para o consciente aqueles sentimentos do inconsciente e os transformando em arte, transmitindo através de desenhos, quadros, artesanatos, pinturas seus sentimentos e suas emoções.

O método de pesquisa é explicativo, desenvolvido a partir de pesquisas bibliográficas feitas através de autores que explicam o avanço das terapias familiares e a importância da família nesse meio. Aqui cabe consideração do tipo que mostra a importância da terapia familiar na vida do esquizofrênico e que isso ajuda na melhora de vida do portador, que com o avanço da terapia familiar obteve mudança e melhorias.

FUNDAMENTOS DA ESQUIZOFRENIA

A esquizofrenia é um tipo de sofrimento psíquico classificado entre as psicoses, é também chamada de transtorno psíquico (DSM-IV). Dificuldade em estabelecer a distinção entre a experiência interna e externa, geralmente é manifestada na adolescência ou no início da fase adulta.

Bleuler (1939 – 1957) criou o termo “esquizofrenia” que significa divisão da mente e é vista pela psicopatologia como um sofrimento psíquico grave, perda do contato com a realidade caracterizada como psicose. Esses transtornos causam alucinações, delírios, sintomas depressivos.

Os sintomas dessa doença se manifestam por meio de isolamento social, comportamento estranho, pensamento fragmentado ou desorganizado, delírios. O sujeito pensa que está sendo perseguido ou vigiado o tempo todo. Para ele, seus pensamentos estão sendo manipulados, além de que o esquizofrênico sofre constantemente com alucinações: escuta vozes e tem a sensação que está sendo tocado na pele.

A esquizofrenia é uma patologia da personalidade que afeta o eu. O sujeito esquizofrênico é visto pela sociedade como um louco que despreza a realidade e menospreza a razão e perde a liberdade de escapar das fantasias. Por ser uma patologia regressiva, a esquizofrenia é a maior representante da psicose.

Esquirol (1772-1840), considerava a loucura como sendo a somatória de dois elementos: uma causa predisponente, atrelada à personalidade, e uma excitante, fornecida pelo ambiente. Hoje em dia, depois de muitos anos de reflexão e pesquisas, a psiquiatria moderna reafirma a mesma coisa com palavras atualizadas. O principal modelo para a integração dos fatores etiológicos da esquizofrenia é o modelo estresse-diátese, o qual supõe o indivíduo possuidor de uma vulnerabilidade específica colocada sob a influência de fatores ambientais estressantes. Em determinadas circunstâncias o binômio diátese-estresse proporcionaria condições para o desenvolvimento da esquizofrenia. Até que um fator etiológico para a doença seja identificado, este modelo parece satisfazer as teorias mais aceitas sobre o assunto.

Segundo Freud (1856), médico neurologista criador da psicanálise, a esquizofrenia está relacionada com a prática terapêutica que procura descrever os transtornos mentais e da personalidade. Freud acreditava que a psique do ser humano poderia ser compreendida a partir da energia psíquica que cada indivíduo utiliza na realização das tarefas da vida, que quando não usada totalmente para realização de um objetivo, pode ser usado para outros. Esta energia provém de pulsões que, segundo ele, estão divididas em pulsão sexual e pulsão de morte, que são controladas através da educação e da sociedade.

Freud foi o primeiro a pesquisar sobre a vida psíquica inconsciente e segundo ele, os desejos e os pensamentos humanos poderiam causar muita dor se fossem todos trazidos à luz da consciência.

A psicose seria um conflito do ego e com realidade externa. Nela, há uma predominância do eu, pois o ego cria um novo mundo interno e externo de acordo com os impulsos do id. Havendo um afastamento da realidade devido a alguma frustração intensa do id. (FREUD, 1923).

 

As psicoses estão divididas em três grupos, sendo o primeiro o das delirantes crônicas, que correspondem a esquizofrenia. Nesta, o sujeito apresenta pobreza de raciocínio, alucinações e ruptura com a realidade compartilhada. No segundo tipo, temos as psicoses projetivas como a paranóia, em que o sujeito pensa que está sendo perseguido. O terceiro tipo de psicose é a esquizofrenia catatônica. Este tipo é o menos frequente, apresenta característica de transtornos psicomotores, tornando difícil ao paciente mover-se.

Segundo Freud (1894) o que diferencia neurose de psicose é o fato de que na psicose há perda da realidade e o prejuízo dos processos de pensamento. Segundo o autor, com a perda da realidade, o sujeito tende a se afastar do mundo social, caindo no isolamento.

A esquizofrenia causa alucinações que o sujeito imagina está sendo perseguido, estar sendo apontado pela sociedade, muitos abandonam os estudos, fazem pouco uso da higiene pessoal, e com isso acabam vistos pela sociedade como loucos.

A esquizofrenia tem causa multifatorial envolvendo fatores genéticos e do ambiente, podendo ser desenvolvida em qualquer idade e seu tratamento é feito através de reintegração social do paciente e medicamentos, que ajudam o paciente a controlar suas crises.

Segundo Freud (1882), a psicanálise tem como proposta terapeuta a investigações de processos mentais que são inacessíveis por outro modo um método para tratamento de distúrbios neuróticos e uma coleção de informações obtidas aos longos dessas linhas através da psicanálise.

Referências Bibliográficas

BALLONE, Geraldo José. Esquizofrenias. 2008. Disponível em: <http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=108>. Acesso em: 10 de março de 2016.

FREUD, S. (1923). Neurose e psicose. Obras completas. RJ: Imago, 1996.

SILVA, Rogério. Freud explica responde: a esquizofrenia na perspectiva da psicanalise, 2008. Disponível em: <http://freudexplicablog.blogspot.com.br/2008/10/freud-explica-responde-esquizofrenia-na.html>. Acesso em: 11 de abril 2016.

Para citar este artigo:

LAURINDO, Bianca Lahaini Moreira; RIBEIRO, Karla Cristina Rocha. A IMPORTÂNCIA FAMILIAR NA VIDA DO ESQUIZOFRÊNICO. Publicado em: 29 de junho de 2017. Disponível em: <http://blogdapsicologia.com.br/unimar/2017/06/a-importancia-familiar-na-vida-do-esquizofrenico/>. Acesso em: 21 de julho de 2017.

A IMPORTÂNCIA FAMILIAR NA VIDA DO ESQUIZOFRÊNICO

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